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O menino e o avô

Enviado por em quarta-feira, 24 junho 2009Nenhum comentário
O menino e o avô

O menino olhava o avô escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou: – Você está escrevendo o que aconteceu conosco? E por acaso é sobre mim? O avô parou a carta, sorriu, e comentou com o neto: – Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse ele, quando crescesse. O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial. Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida. – Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que se você conseguir mantê-las será sempre uma pessoa em paz com o mundo. Passamos a considerar estas qualidades a luz da Palavra de Deus.

Primeira qualidade
O lápis para escrever deve ser dirigido por uma mão. O que vai escrever depende da mão que o dirige. Existe a mão do Bem e do Mal. Você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus e ele deve sempre conduzi-lo em direção a sua vontade.
Deus tem um plano com cada pessoa. Não revela todo plano de uma vez, ou para daqui a dois, cinco, dez ou vinte anos. Se ele fizesse assim não precisaríamos viver pela fé. Ex. Abraão, Deus tinha um plano, o chamou e ele obedeceu (Gen. 12.1-2). Deus não revelou todo seu caminho e sim um passo de cada vez.
Há dois aspectos da vontade de Deus. Primeiro a vontade geral de Deus revelada na sua Palavra.
Há muitos mandamentos que não deixam nenhuma dúvida. “Ama a Deus de todo o coração e o teu próximo como a ti mesmo”. “Perdoai-vos assim como Cristo vos perdoou” e muitos outros. Aquilo que Deus revelou em sua Palavra; devemos seguir, e não buscar outra orientação ou ficar questionando as ordens e princípios de Deus, mas colocá-las em prática, porque Deus não muda de plano. Ex. O que é mentira sempre vai ser mentira.
A vontade específica de Deus é a orientação sobre a qual a Bíblia não fala diretamente. Por exemplo, com quem vou me casar. Qual profissão terei. Como Deus quer me usar na sua Obra. Portanto, é necessário saber como Deus age. Veremos alguns passos. Deus não revela toda sua vontade de uma vez, mas passo a passo. Assim como a pessoa amadurece. Porque o plano de Deus não é um pacote, que ele nos entrega no dia da salvação. É algo que você deve buscar diariamente durante toda vida. Deus está mais interessado do que nós naquilo que fazemos. Ele nos molda conforme sua imagem (Rm. 8.29). Quer produzir boas obras em nós.
Deus provavelmente não vai lhe revelar sua vontade específica se não estás obedecendo sua vontade geral. Para subir uma escada é necessário começar no primeiro degrau.
Você deve estar pronto a obedecer à vontade de Deus geral e específica de Deus seja qual for. Para muitos, este é o maior problema. Primeiro querem saber a vontade de Deus, para então decidir se vai cumpri-lo ou não.
Deus também nos guia através de circunstâncias. Ele abre e fecha portas. Paulo em sua viagem missionária Deus lhe fechou a porta para a Ásia, mas abriu uma grande porta na Europa. (Atos 16.6-10) Também pode nos guiar através de conselhos de outras pessoas. Pode ser através dos pais, Pastor, amigos e outras pessoas.

Segunda qualidade
De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado.
Portanto, saiba suportar algumas dores, porque o farão ser uma pessoa melhor. Para ensinar como viver uma vida frutífera, Jesus fala da videira. Ele disse: eu sou a videira verdadeira, meu Pai é o agricultor e vós os ramos. Todo ramo que não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpo, para que produza mais fruto ainda (João 15). Para produzir mais fruto, o ramo precisa ser podado. Em todas as lavouras, a limpeza e indispensável para maior produção de frutos.

Terceira qualidade
O lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado.
Corrigir os erros é algo importante para nos manter no caminho da justiça. Lembro-me do ditado que fizemos na escola e quando a professora corrigia os erros o caderno estava cheio de tinta vermelha. – Mas com os erros se aprende. Sempre precisamos reconhecer que somos seres humanos e que podemos falhar. Segundo a nossa natureza sempre estamos com a razão e achamos que a culpa é do outro, por isso é difícil reconhecer os erros. Mas quando nossa vida está nas mãos de Deus à dirigida através do Espírito Santo. Todo o orgulho será quebrado e sempre iremos reconhecer as falhas.
Devemos permitir que o Senhor use a borracha para apagar todas as lembranças dolorosas do passado e nos cure em nosso interior. Paulo diz: “Uma coisa eu faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão” (Fp 3.13). Devemos entregar nosso passado a Deus e permitir que ele trabalhe em nós.
Esse processo pode ser comparado com uma cirurgia espiritual, onde Jesus corta todos os tumores que cresceram durante nossa vida em nós: o tumor do ódio, do medo, da amargura, da inveja, da inimizade, da rejeição, do complexo de inferioridade, dos maus pensamentos, da atitude de não perdoar e muitos outros.
Quarta qualidade. O que importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas a grafite que está dentro. Portanto sempre devemos cuidar daquilo que está dentro de nós. Jesus quer entrar em nossa vida. “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (AP 3.20).
Portanto, sempre devemos cuidar daquilo que está dentro de nós. O sábio rei Salomão diz: “Sobre tudo que se deve guardar, guarda o teu coração, pois dele procedem às saídas da vida”. (Pv 4.23).
Quinta qualidade do lápis. Ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira devemos estar cientes que tudo que fizemos na vida deixará traços, por isso precisamos procurar sermos conscientes de cada ação. Depende das decisões que tomamos. Qual a marca que vais deixar para teus filhos, netos, irmãos da igreja e na sociedade? Em Apocalipse 14.13 lemos: “Bem aventurados os mortos que desde agora, morrem no Senhor. Sim diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham”. Lembramos das obras de nossos pais, irmãos e amigos que já estão com o Senhor deixaram e que nos marcaram. Sabemos valorizar melhor quando não estão mais conosco. Infelizmente há pessoas que não deixam boas marcas.
Concluindo nossa reflexão, perguntamos: O que deixarei para meus filhos? Uma boa herança? Que seria bom, mas melhor ainda se pudermos deixar uma herança marcada de um caráter cristão, um exemplo de vida cristã ativa. Que pudessem testemunhar: “Meus pais me deixaram as marcas de Jesus e um bom exemplo cristão que jamais esquecerei!”
Lembre-se, quando pegares um lápis ou uma caneta em sua mão, da lição que podemos aprender.

Pr Vilson Wutzke

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