A natureza da mulher
A feminilidade é uma realidade projetada e criada por Deus – seu dom precioso a toda mulher – e, sob um aspecto diferente, um presente gracioso também para os homens. A diferença entre homens e mulheres não é apenas uma questão biológica. Em todos os períodos da historia da humanidade e até décadas recentes, o conceito geral era o de que as diferenças eram tão obvias que não havia necessidade de comentá-las. Contudo, nunca tanto quanto hoje se faz mais relevante o lembrete de Paulo aos cristãos de Roma para que os padrões do mundo não venham a nos moldar mas, sim, que deixemos Deus renovar nosso interior, nossa mente (Rm 12.2).
Nem o homem nem a mulher são suficientes para abrigar, sozinhos, a imagem divina (Gn 1.27). Os dois juntos, no entanto, representam a imagem de Deus – um deles, de uma forma especial, o iniciador; o outro, o correspondente. Deus fez Eva a partir do homem e a trouxe para o homem (Gn 2.21-22). Quando Adão deu nome a Eva, aceitou a responsabilidade de “desposa-la” – de ser seu provedor, protetor e líder. (Gn 2.15-17, 23; 3.20).
A submissão é o ingrediente básico da feminilidade. Como noiva, a mulher no casamento abre mão de sua independência, de seu nome, de seu destino, de sua vontade e, por ultimo, no quarto nupcial, de seu corpo para o noivo. Como mãe, ela abre mão, no real sentido, da própria vida em beneficio da vida do filho. Como solteira, ela se rende de forma impar para servir ao Senhor, à família e à comunidade.
A feminilidade é receptiva. Ela aceita o que Deus dá. Em outras palavras, as mulheres devem receber o que lhes é dado, seguindo o exemplo de Maria (Lc 1.38), e não insistir no que não lhes é dado, repetindo o engano de Eva (Gn 3. 1-6). Isso não implica que a mulher deva submeter-se a perversidades, como coerções ou conquistas violentas.
O espírito manso e tranqüilo do qual Pedro fala é o ornamento da feminilidade (1Pe 3.4), que encontrou o exemplo ideal em Maria, mãe de Jesus. Ela estava disposta a ser um vaso escondido, desconhecido, exceto no que se referia a ser a mãe de alguém importante. Esse tipo de maternidade esta a disposição de toda a mulher que se humilha diante do Senhor, não para que desempenhe simplesmente um papel biológico, mas para que exerça uma atitude de abnegação e de submissão ao Senhor.
O desafio da feminilidade bíblica é que você seja uma mulher realmente santa, que nada pede a não ser o que Deus deseja lhe dar, recebendo com ambas as mãos, e de todo o coração, seja o que for. A feminilidade é um tesouro precioso para ser guardado e acalentado a cada dia.
Edelsi Pufal

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